Livro do irmão de Diana reúne relatos inéditos e reacende polêmicas sobre a família real britânica
Por Redação em às | Foto: Divulgação

Lançado nesta terça-feira (22), no Reino Unido, o livro Swan Song: Diana, My Sister, escrito por Charles Spencer, irmão mais novo da princesa Diana, apresenta memórias pessoais sobre a vida da integrante da família real e episódios que, segundo ele, marcaram os últimos anos da irmã. A publicação também resgata conflitos envolvendo Diana, o então príncipe Charles e integrantes da monarquia britânica.
Entre os relatos que mais repercutiram está uma conversa que Spencer afirma ter tido com o então príncipe Charles após a morte de Diana, em agosto de 1997. De acordo com o livro, os dois discutiram sobre a participação dos príncipes William e Harry no cortejo fúnebre da mãe. Spencer afirma que Charles teria dito que Diana seria esquecida em breve.
O relato provocou uma rara manifestação do Palácio de Buckingham. Em comunicado, a instituição afirmou que o rei Charles III está ciente de que o sofrimento causado pela perda de um familiar pode afetar a maneira como acontecimentos são lembrados muitos anos depois. Spencer, por sua vez, contestou a versão e declarou à BBC que se recorda exatamente das palavras atribuídas ao então príncipe.
Outro episódio descrito na obra envolve a vida conjugal de Diana. Spencer relata que a irmã teria confidenciado a ele que acreditava que o marido estava apaixonado por um funcionário. Segundo o conde, a conversa ocorreu quando Diana avaliava o fim do casamento. Ele também afirma que considerava improvável a interpretação apresentada pela irmã, mas decidiu registrar o episódio como parte das lembranças que tinha dela.
O livro também aborda aspectos da infância dos irmãos e acontecimentos familiares que influenciaram a trajetória de Diana. Spencer apresenta sua própria perspectiva sobre a personalidade da princesa e afirma, entre outros pontos, acreditar que ela apresentava características associadas ao TDAH e à chamada disforia sensível à rejeição.
A relação de Diana com a imprensa também ganha espaço na publicação. O irmão critica a atuação dos tabloides britânicos e afirma que a intensa perseguição dos paparazzi e a exposição constante contribuíram para o sofrimento da princesa nos anos que antecederam sua morte.
Charles Spencer também relembra o período posterior ao acidente que matou Diana, Dodi Al-Fayed e o motorista Henri Paul, em Paris, em 31 de agosto de 1997. Segundo o autor, a repercussão da morte e a postura adotada pela família real naquele momento tiveram forte impacto sobre ele.
Apesar das controvérsias, Spencer apresenta a obra como uma despedida da irmã. Em entrevistas sobre o lançamento, afirmou que seu objetivo foi registrar suas próprias lembranças sobre Diana e oferecer uma visão pessoal de alguém que conviveu diretamente com ela durante grande parte da vida.
Quase três décadas após a morte da princesa, o lançamento volta a colocar sua história no centro das atenções e reacende discussões sobre sua relação com a monarquia, a imprensa britânica e os acontecimentos que cercaram os últimos anos de sua vida.
